Legião da Infantaria/Brasília - Legião Gen Silva Néto

 
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UM TEXTO SOBRE MILITAR DA RESERVA

O ENÍGMA DOS CAMELOS - O HOMEM QUE CALCULAVA
       Poucas horas havia que viajávamos sem interrupção, quando nos ocorreu uma aventura digna de registro, na qual meu companheiro Beremiz, com grande talento, pôs em prática as suas habilidades de exímio algebrista.
       Encontramos perto de um antigo refugio meio abandonado, três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos:
       - Não pode ser!
       - Isto é um roubo!
       - Não aceito!
       O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
       - Somos irmãos – esclareceu o mais velho – e recebemos como herança esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo receber a metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte, e, ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos, e, a cada partilha proposta segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha se a terça e a nona parte de 35, também, não são exatas?
        O mais velho recebe: metade de 35 = 17 e 1/2
        O irmão do meio recebe: um terço de 35 = 11 e 2/3
        O caçula recebe: um nono de 35 = 3 e 8/9
        - É muito simples – atalhou o Homem que Calculava. – Encarrego-me de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que em boa hora aqui nos trouxe!
       Neste ponto, procurei intervir na questão:
       - Não posso consentir em semelhante loucura! Como poderíamos concluir a viajem se ficássemos sem o camelo?
       - Não te preocupes com o resultado, ó Bagdali! – replicou-me em voz baixa Beremiz – Sei muito bem o que estou fazendo. Cede-me o teu camelo e verás no fim a que conclusão quero chegar.
       Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo camelo que, imediatamente, foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.
       - Vou, meus amigos – disse ele, dirigindo-se aos três irmãos -, fazer a divisão justa e exata dos camelos que são agora, como ve
em em número de 36.
       E, voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
       - Deverias receber meu amigo, a metade de 35, isto é, 17 e meio.
       Receberás a metade de 36, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com esta divisão.
       E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:
       - E tu, Hamed Namir, deverias receber um terço de 35, isto é 11 e pouco.
       Vais receber um terço de 36, isto é 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação.
       E disse por fim ao mais moço:
       - E tu jovem Harim Namir, segundo a vontade de teu pai, deverias receber uma nona parte de 35, isto é 3 e tanto. Vais receber uma nona parte de 36, isto é, o teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado!
       E concluiu com a maior segurança e serenidade:
       - O mais velho recebe: metade de 36 = 18
       - O irmão do meio recebe: um terço de 36 = 12
       - O caçula recebe: um nono de 36 = 4
        - Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir – partilha em que todos três saíram lucrando – couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado (18+12+4) de 34 camelos. Dos 36 camelos, sobram, portanto, dois. Um pertence como sabem ao bagdáli, meu amigo e companheiro, outro toca por direito a mim, por ter resolvido a contento de todos o complicado problema da herança!
        - Sois inteligente, ó Estrangeiro! – exclamou o mais velho dos três irmãos.
        – Aceitamos a vossa partilha na certeza de que foi feita com justiça e equidade! E o astucioso Beremiz – o Homem que Calculava – tomou logo posse de um dos mais belos “jamales” do grupo e disse-me, entregando-me pela rédea o animal que me pertencia:
        - Poderás agora, meu amigo, continuar a viajem no teu camelo manso e seguro! Tenho outro, especialmente para mim!
        E continuamos nossa jornada para Bagdá.
        Retirado do livro "O Homem que Calculava (Malba Tahan)"

PORQUE QUE AQUELE DOCINHO DE CHOCOLATE SE CHAMA BRIGADEIRO?
     Em 1945, o Brigadeiro Eduardo Gomes, da União Democrática Nacional (UDN) disputava a sucessão presidencial de Getúlio Vargas com o Marechal Eurico Gaspar Dutra, Partido Social Democrático (PSD).
     Aliado do Presidente, Dutra tinha a prioridade dele a seu favor.
     Eduardo Gomes contava com o triunfo do eleitorado feminino. Alto e charmoso, nunca se casou, seu lema de campanha era "vote no Brigadeiro, que é bonito e é solteiro" As mulheres que o apoiavam resolveram conquistar os eleitores pelo estômago.
    Elas misturavam leite condensado com chocolate em pó e faziam o "docinho do Brigadeiro", vendido para arrecadar fundos para a campanha. A guloseima fez sucesso, mas não adiantou. Dutra ganhou a eleição e assumiu à Presidência em 1946.

PORQUE USAMOS A ALIANÇA DE CASAMENTO NO 4.º DEDO DA MÃO ESQUERDA?
     Porque os romanos acreditavam, desde às epocas antigas, que no 4.º dedo da mão esquerda passa um veia que leva o sangue, diretamente, ao coração.


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